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Autor Mensagem
 Título: New Lifes, But Not That New... - Último, 03/01
 Mensagem Enviado: Qui Mai 21, 2009 12:09 am 
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Leitor Obcessivo
Leitor Obcessivo

Registrado em: Seg Dez 15, 2008 5:09 pm
Mensagens: 676
Citação:
Título: New Lifes, But Not That New...
Autor: Lenon Fernandes
Gênero: Humor e drama
Censura: PG-13
Terminada: [X] sim [] não
Capítulos: 15
Beta - reader: Dani
..:Outras Fics:..
Brothers and Sisters: A New Walker Again
Bones: First Night

Observações:
- Adorei Privileged desde o primeiro episódio, uma série que pareca ser a coisa mais boba do mundo e que mais me surpreendeu, por isso, tinha que continuar a história que tenho quase certeza que vai acabar, espero que gostem...;
- como em B&S, fiz um prefácio para apresentar às pessoas que não viram a série, não fiz com Bones, porque, como era procedural, não tinha tanto problema...;
- o prefácio não foi betado ainda (desculpe, Dani!), mas eu queria deixar algo para dar um gostinho a vocês...


Prefácio
Megan estava sentada em sua poltrona e olhava para a televisão. Antes mesmo de achar algo bom para assistir, sorriu ao ver seu marido passando pela porta e lhe dando um sorriso gratuito. Ela sempre adorara seu sorriso e, agora, não conseguia imaginar sua vida sem ele. Mas se lembrava de algum tempo atrás, quando ainda não tinha esse sorriso e sua vida estava de cabeça para baixo.
Não que agora sua vida estivesse muito organizada, mas em comparação a antes... Tente imaginar uma adorável garotinha que vivia em uma família feliz até que sua mãe abandona sua casa, seu pai começa a beber mais do que necessário e ela tem que cuidar de sua irmã mais nova e de todo o resto. Depois, quando cresce, deixa tudo para trás, ressentida, faz faculdade em uma das melhores faculdades dos EUA, Yale, e não consegue um mísero emprego que preste. Acaba voltando para onde morava e se torna tutora de duas adolescentes milionárias.
Acha isso uma confusão? Você não viu nada. As duas garotas são as irmãs mais unidas já vistas, chegam a ser chatas de tão grudadas. Você tem que fazê-las entrar em Duke, uma das grandes universidades americanas, mas elas têm outras prioridades em suas vidas. Enquanto Sage é uma arrogante e inteligente menina, segura de si para algumas coisas e uma criança de 10 anos para outra, Rose é apenas uma criança de 10 anos que segue a irmã em tudo. Assim, de armações de colas e ameaças, elas acabam crescendo mais nos 6 meses que Megan esteve lá o que em suas vidas todas. Talvez por isso ela seja tão importante para as duas.
As duas são órfãs e criadas pela avó, que às vezes parece ter uma vida mais complicada que a delas. Erguer um império sozinha não é nada quando se tem a chance de ficar com seu grande amor, o verdadeiro pai de sua filha, e ele morre.
Mas de todas, a vida dela era a mais complicada. Tinha um namorado, William, vizinho de Laureal, avó das meninas, que também era milionário e esse era o motivo das brigas, tudo para ele era fácil e ele adorava isso. Tinha um amigo que era apaixonado por ela, Charlie, que se mudara para fugir e um cozinheiro gay recém casado que a adorava.
Agora ela começara a escrever uma biografia da patroa e tudo estava a mil. Adorava escrever sobre mulheres poderosas e decididas, que admirava como Laurel. De repente por causa de sua mãe vigarista que roubara seu namorado quando parecia ter voltado para casa.
E ela quase se esqueceu daquela vez que foi a uma festa depois de brigar com Will e acordou com um inglês dormindo ao seu lado. E William estava chegando em sua casa...

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Esse é para Gi. Pressionar ela pela continuação de Caçada em LA. Culpa dela eu estar viciado em Buffy e Angel...


Editado pela última vez por lenonfernandes em Dom Jan 03, 2010 11:45 am, em um total de 16 vezes.

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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Prefácio - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Qui Mai 21, 2009 9:32 am 
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Mestre das Fics
Mestre das Fics

Registrado em: Seg Jun 16, 2008 4:21 pm
Mensagens: 2222
Localização: Pernambuco
No problem!!!
Amei o prefácio.... pena que não vou com a cara da atriz....kkkk
Meu marido a chama de cara de esquilo.... mas como ele mesmo diz: um esquilo bonitinho e sexy..... hahahahhahahha

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Advogada do Mick
Senhora de todas as coisas relacionadas com o episódio “No such thing as vampires”



Leiam: Tentações [Coração Selvagem]
Surpresas


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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Prefácio - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Qui Mai 21, 2009 6:14 pm 
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Moderador
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Registrado em: Qua Jun 18, 2008 11:04 pm
Mensagens: 632
Oi Lenon,

Adorei essa série justamente pelos motivos que voce citou, parecia mais uma historinha sem graça, mas a trama foi ficando cada vez mais interessante. Ainda bem que voce vai continuar do último ep. afinal terminar daquele jeito ninguém merece. :evil:

Esperando ansiosa a estréia da fic!!! :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Bjs

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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Prefácio - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Qui Mai 21, 2009 9:01 pm 
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Administradora Humorista Wannabe
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Registrado em: Qua Jun 18, 2008 5:37 pm
Mensagens: 836
Se azar e sorte pudesse tomar forma humana..seria a megan XD
pq ela...meu deus..azarada pq tudo acontece com ela...porem...will....ahhh aquele homem é sorte demais euhhehuehue~
eu sou suspeita...adorei o prefacio...mas eu ja sou fan da serie...tbma chei que ia ser bobinha...mas ja começei a rir que nem louca e ja pegar um certo carinho por megan desde o primeiro episodio...E aquele vizinho dela, will, me abalo desde o primeiro olhar ehuheuheuhe
eu sou perigo vendo serie com homem bunito xD
;*

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1. Freshie oficial de Mick
17. Advogada do Josef
18. Guardiã das ironias de Josef

Sra. a tudo relacionado com o episódio “Out Of The Past”
5. Torcedora oficial em Márcia chutar Julian e ficar com Dominic
1.Noiva de Nick Jonas~ (L)
2. Mrs.Eric Northman


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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Prefácio - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Sáb Mai 23, 2009 2:44 pm 
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Leitor Obcessivo
Leitor Obcessivo

Registrado em: Seg Dez 15, 2008 5:09 pm
Mensagens: 676
Dani, tadinha da Megan, ela é tao legal...
Chris, eu também me surpreendi demais, por isso não podia deixar do jeito que estava. Eu precisava continuar...
Nena, eu estou com medo de você me bater depois de ler...rsrsrsrs


Capítulo 1 – Tudo Sobre Velhos Dramas...

Quando desligou o telefone, Megan ficou estática. Olhava para a porta, esperando que a qualquer momento William fosse entrar e ver o inglês deitado ao seu lado. Qual era o nome dele mesmo?
- Oi... – ele disse, com um sorriso malicioso olhando para ela. – Como foi a noite?
- Sinceramente, eu não lembro. O que é algo horrível levando em conta que meu namorada está vindo para cá se desculpar e tem um cara que eu não sei o nome na minha cama... – ela disse, rápido demais, como sempre. Ele a olhava, meio perdido e sem entender.
- Que namorado?
- Não importa! Eu preciso que você levante e saia correndo como se estivesse sendo perseguido por um leão marinho... Apesar de que é uma coisa difícil de imaginar, mas... – ele não se mexia, ainda confuso e ela começou a empurrar ele. – Vai logo... – ela dizia e ele começou a juntar suas coisas e a sair.
- Meu nome é John... – ele disse, enquanto saia.
- John, sai daqui... – ela dizia meio desesperada. Will não podia vê-la assim...

SEIS MESES DEPOIS
Megan foi tomar café na cozinha e encontrou um sorridente Marco servindo tudo.
- Bom dia – disse sonolenta. - E então, como foi a comemoração de 6 meses de casado? – ela sorria.
- Eu não poderia te dizer, deixaria Will constrangido... – Marco sorria e Megan pensou que provavelmente ficaria constrangida também.
- Ok, se você está dizendo... – ela se virou para Will. – Oi – se sentou ao seu lado e sorria para ele. – Como está indo a revista?
- A todo o vapor. Estou adorando trabalhar nela e agora que entrou em circulação e foi um sucesso podemos ficar mais relaxados. É ótimo ver meu trabalho levado a sério em um circuito disputado como fotografia sem que me pai se meta nisso...
- Eu me sinto feliz por você... – ela disse, sorrindo. Ainda bem que superaram aquele constrangimento pós-rompimento, porque era extremamente chato. Marco que o diga, nunca vira um cara terminar com a menina e tomar café onde ela mora todo dia...
- E o lançamento do livro? – ele perguntou se sentindo feliz por poderem conversar normalmente agora. Ele gostava de tê-la como amiga, mesmo depois que descobriu sobre a traição com um inglês chato.
- A festa é amanhã, eu estou tão nervosa. Uma biografia de Laurel Limoges pode fazer muito bem ao meu currículo... Quem sabe consigo aquele emprego na sua revista que tanto queria no começo... – ela sorria e as meninas desceram e pararam a seu lado.
- Meu Deus, por que você não penteia o cabelo quando sai da cama... – foi a primeira coisa que Sage disse quando viu Megan sentada.
- Bom dia para você também, Sage. Sempre adorável... Você estudou para a prova de Matemática de hoje? – Megan perguntou, sorrindo. Sabia que ela gostava de implicar.
- Claro que sim, você me pergunta isso a cada cindo minutos... – ela dizia, bufando. – Você não tem mais nada para fazer não?
- Sage, eu não sei se você lembra, mas meu trabalho é fazer vocês duas entrarem em Duke, então eu vou perturbar vocês até conseguir... – ela disse, olhando para Sage.
- Ok, hoje faz um ano que você está aqui, Megan, e vocês duas não param com isso... – disse Rose, finalmente se pronunciando. – No acampamento de sobrevivência... – ela começou e Sage disse entre os dentes “Atira em mim, por favor” para Marco e Megan, que começaram a rir. – O que foi? – perguntou a outra, confusa.
- Nada, acho que vocês estão atrasadas... – Megan disse, olhando o relógio. – Vocês não podem perder essa prova...
As duas saíram e logo os outros foram junto. Eles tinham muita coisa para fazer hoje...

Megan bateu a porta de Laurel, que falava ao telefone num impecável francês e fez sinal para a garota entrar. Quando a ligação terminou, virou para ela com sua costumeira expressão curiosa.
- O que deseja, Megan?
- Saber como anda a organização do lançamento de amanhã... – ela disse, sorrindo. – Estou tão animada, a capa ficou perfeita, com você e as meninas, bem melhor que aquelas fotos do ano passado, que pareciam mais aquelas famílias forçadas da “Fantástica Fábrica de Chocolate”. Falando nisso, ainda tenho medo desse filme...
- Megan, se tivesse algum problema você seria a primeira, a saber. Afinal, é a convidada mais importante da festa – ela disse, sorrindo com o entusiasmo da outra.
- Obviamente não, Laurel, você é a homenageada da noite, a biografia é sua... – ela disse, rindo.
- Megan, não seja boba. A festa é sua, é sua conquista, sua vitória. Eu apenas a ajudei a conseguir o que queria e estou feliz com isso. E estou ansiosa pelo seu próximo projeto... – Laurel tocou no ponto fraco de Megan. O novo projeto, que não passava de uma página em branco que encarava todas as noites desde que encerrara a edição da biografia, intitulada “Um Império Feminino”.
- Você será a primeira a ler... – ela disse, com um sorriso forçado, torcendo para que a outra não percebesse, como todas as outras vezes. Ela se levantou e sentiu seu celular tocando na hora certa. Salva pelo gongo...
- Nunca fiquei tão feliz em ouvir essa música... – ela disse, saindo da sala da patroa e parando no corredor para atender.
- Alô – disse um homem do outro lado da linha, com um sotaque inglês que a derreteu desde o dia em que o conheceu, apesar de ter estado muito bêbada para se lembrar.
- John, porque você está me ligando. Não é nem 10 horas ainda e nós nos vimos ontem a noite... – ela disse, sorrindo.
- Eu sei, só queria ouvir sua voz... – ele disse encantador.
- Mentira, o que você quer? – ela perguntou, sorrindo ainda mais.
- Tudo bem, eu preciso que você venha aqui na firma, estou defendendo uma quarentona divorciada que conseguiu montar um restaurante 5 estrelas começando com uma carrocinha de cachorro quente... – ele disse, era o único, além de Charlie, que sabia do bloqueio da outra.
- E do que você a está defendendo? – ela perguntou para o namorado advogado.
- Do ex-esposo dela, que quer 50% de lucros no restaurante que nunca apoiou... O que você acha de fazer um livro sobre ela?
- Você é um amor, mas não sei se quero fazer isso de novo... – ela disse, não queria ser marcada como uma autora que só escrevia um tipo de livro.
- Apenas converse com ela, isso pode lhe inspirar...
- Ok, só porque você pediu...

Rose e Sage saiam da aula e conversavam pelo corredor quando passaram por Britney, que lhes dava um sorriso falso que elas reconheciam de longe. Já fazia um bom tempo que não viam mais graça nas antigas amizades, mas mesmo assim as mantinham, não precisavam ser chatas.
- Olá, meninas... Rose adorei seu casaco... – ela disse, e Rose teve certeza que ela não gostou em nada. – Vocês vão à festa de Carol amanhã, não vão? – perguntou ela, sorrindo, torcendo para que as duas não fossem.
- Não... – disse Rose. – Tem o lançamento do livro de Megan, e... – Britney ficou chocada com o que ouvia.
- Vocês vão trocar a festa de Carol, uma de suas melhores amigas para o lançamento de um livrinho chinfrim de sua babá? – ela perguntou.
- Britney, não... – começou Sage, mas foi interrompida pela irmã.
- Primeiro, eu conheço Britney há dois meses, nem você que eu conheço há anos é minha melhor amiga... – ela disse, percebendo o olhar de ofendida da outra. – É verdade! E o livro chinfrim que você diz é sobre Laurel e a babá é uma das pessoas mais inteligentes e bondosas que eu conheço, então, a próxima vez que você quiser ofender alguém que eu gosto, diga para Carol ou para Bethany, que são tão burras e fechadas quanto você... – ela disse, virando as costas e sendo seguida pela sua surpresa irmã. Quando estavam a uma distância segura, Rose começou a rir.
- O que foi aquilo? – perguntou Sage, orgulhosa.
- Você sempre disse que eu precisava mudar, eu estou fazendo... – ela disse, ainda rindo. – Mas foi legal, não foi?
- Claro... – Sage sorria, abraçando a irmã. Finalmente ela estava se impondo...

Megan chegou ao restaurante e encontrou John sentado ao lado de uma linda mulher com cabelos negros. Ela não parecia estar na casa dos 40, mas sua pesquisa dizia que ela tinha 52. Talvez ela não devesse acreditar em tudo que estava no wikipédia...
- Megan – John se levantou para beijar a namorada. Desde aquela noite em que dormiram juntos, a relação deles foi complicada... Talvez não complicada, mas engraçada... Primeiro ela se sentiu culpada e tentou ficar com Will, mas John não conseguia tirá-la de sua cabeça e correu atrás do que queria...

5 MESES ATRÁS
- Megan! – ele chamava na janela de sua casa, e ela se escondia em seu quarto, com as gêmeas ao seu lado.
- Megan, vai logo... – dizia Rose, a empurrando.
- Eu não posso, terminei com Will ontem e vou ficar de conversinha com um lindo inglês ao lado da casa dele? Eu não sou assim... – ela se sentia realmente mal, por ter traído e por morar do lado de William. Porque ele não se mudou para o Alasca.
- Megan, eu não vou sair daqui até a gente conversar... – gritava John do lado de fora.
- Rapaz, ela já disse que... – começou Marco, mas Megan chegou e ele se calou. – Não faça nenhuma besteira... – ele disse ao ouvido dela enquanto passava e deixou os dois conversando.

AGORA
Agora estavam juntos a 5 meses e, depois de receber um soco de Will, estavam todos bem de novo, apesar dele perceber os olhares nada amigáveis do fotógrafo. Mas fazer o que, estar com Megan valia a pena.
- Essa é Cassandra Mellows, chef no Quantum Degust – ele disse, sorrindo.
- Oi – Megan disse sempre simpática.
- Olá – a mulher disse, deixando um sorriso agradável solto que encantava a todos. – Jonh me falou sobre o lançamento de seu livro amanhã. As pessoas não param de falar sobre isso, Laurel nunca foi uma mulher muito aberta em relação a sua vida pessoal e você conseguiu escrever um livro inteiro sobre ela...
- Pois é, ela é uma mulher muito reservada. Eu tive sorte em ter permissão de continuar com o projeto. E ele começou de um jeito engraçado... – Megan começou a tagarelar, fazendo John rir com a animação dela.

Quando Megan chegou em casa, encontrou Rose sentada na escada, pensando. Ficou preocupada com a menina, apesar dessa sua fase forte e decidida, ela ainda era aquela doce e frágil menina por dentro, procurando apenas aquele equilíbrio que pessoas passam a vida toda perseguindo.
- Rose, como foi a prova? – Megan tinha o dom de usar uma coisa que não tinha nada a ver ao assunto que queria.
- Foi boa. Resolvi todas as questões, mas não estou confiante quanto a uma de números complexos... – ela disse e olhou para Megan. – Mas não era realmente sobre isso que você queria falar, certo? – ela disse, rindo.
- Você está aprendendo rápido... – Megan sorria. – O que aconteceu?
- Não é nada de ruim, é só que... Desde que Miles morreu eu estou tentando ser mais forte, defender meu ponto de vista sem que os outros mandem em mim, entende? Só que eu percebo agora que muitas pessoas estão se afastando de mim por isso. E, apesar de algumas pessoas eu não fazer tanta questão de ter por perto, outras eu realmente sinto saudades... Eu não consigo ser como Sage, que se falarem com ela bom, se não, ela não liga...
- Graças a Deus por isso! – Megan disse, deixando a menina surpresa. – Não é que eu tenha nada contra Sage, claro que ela podia ser mais simpática às vezes, sinto falta de Luis por isso, mas vocês duas são diferentes e eu gosto dessa diferença. Você é uma menina meiga e doce que está aprendendo a se impor em relação ao que você quer e eu fico feliz por isso. Às vezes as pessoas se aproximam por diversos motivos, mas as que realmente importam são aquelas que permanecem contigo quando você diz o que quer e o que pensa... Você vê John e eu. Começamos com a maior confusão possível, não foi? E ele aguentou tudo isso para ficar comigo. E você não sabe o quanto eu estou feliz por isso... – ela disse, sorrindo, animando a menina. – E falando nisso, como anda Zack?
- Chega do acampamento semana que vem... – ela disse, sorrindo. – Ainda não entendo por que ir para um acampamento astrológico, não é só olhar para o céu antes de dormir no jardim?

No dia seguinte, as meninas não tinham aula e a casa toda estava no clima da festa da noite. Trabalhadores passavam de um lado ao outro carregando mesas, cadeiras, enfeites e Megan estava super nervosa em seu quarto, com Marco sentado em sua cama.
- Ok, terminei de assistir Gilmore Girls com Keith pela centésima vez ontem e consegui chorar mais ainda... – ele dizia, sorrindo.
- È tão mais fácil quando vemos Rory indo atrás do Obama do que escolher uma roupa para uma festa de 500 convidados em que todos vão apertar minha mão... – ela disse, olhando para seu armário.
- Você não comprou nenhum vestido até agora? – perguntou ele, surpreso. – Garota, seu livro está sendo lançado e você ganhou um belo adiantamento, como você não comprou roupas?
- Eu comprei um novo computador para mim... – ela disse, apontando para o notebook que estava em cima de sua cama. - Eu preciso de mais bateria para escrever a noite toda... – ela mentia.
- Falando nisso, quando você vai me deixar ler seu novo livro mesmo? – ele perguntou, sondando. Sabia que algo estava errado, mas não queria pressioná-la.
- Quando ele estiver pronto. E deixa de ser chato... – ela o empurrou, rindo.

No quarto de Sage, ela ficou surpresa ao ver sua irmã sentada ao seu lado, lendo.
- O que você faz aqui? – perguntou ela, sem entender.
- Nada... Apenas senti saudades daqui... – ela disse pensativa.
- Você quis sair, lembra? – disse Sage, que apesar de estar se acostumado, ainda preferia ter a irmã dividindo o quarto com ela.
- Eu sei, e por um lado foi bom, mas eu estava conversando com Megan...
- Você insiste em falar com aquela maluca desmiolada... – disse Sage, mal humorada.
- Todo mundo sabe que você gosta dela, Sage, mas prefere implicar para ela não saber... Mas de qualquer forma, ela estava falando algo sobre equilíbrio e eu concordo com ela. Por isso queria saber se tem problemas eu vir aqui quando eu precisar falar com você, ou mesmo apenas ficar aqui... – disse ela, olhando para baixo.
- Rose, eu nunca te expulsaria do meu quarto... – a outra disse se fingindo de desentendida, mas viu que não daria certo. – Você sabe que eu vou estar aqui para você, sempre...
- Bom, porque precisamos conversar sobre as pessoas com quem andamos...

Logo, tudo estava pronto para a festa. Laurel andava pela casa com Megan ao seu lado se certificando de que tudo seria perfeito para a hora da festa, enquanto a mais nova ainda pensava o que usaria quando chegasse a hora. Laurel percebeu a preocupação e se voltou a ela.
- Por que você não está falando coisas sem sentido em que na maioria das vezes eu não entendo? – ela perguntou, fazendo Megan rir.
- Como? – Laurel olhou para ela, mostrando que não cairia no conto da desentendida. – Não é nada, apenas estou ansiosa pela festa. Eu estive conversando com Cassandra Mellows e tenho quase certeza que meu próximo projeto será sobre ela... – ela disse e o sorriso no rosto de Laurel foi embora.
- Quem? – ela perguntou, sem acreditar, não conseguindo esconder a expressão de preocupação.
- Cassandra Mellows. Você está bem? – Megan não entendia o que acontecera. – Está mais branca do que aqueles vampiros estranhos do Crepúsculo...
-Está tudo bem, Megan. Eu acho que você tem outras coisas com que se preocupar... - Ela disfarçou, apontando com a cabeça para John, que estava na porta com uma caixa de papel na mão. Megan se aproximou sorrindo.
- O que é isso? – ela perguntou, pegando a caixa e o beijando.
- Um vestido. Eu sei que você comprou o computador e pedi para uma pessoa que conheço desenhar um vestido para você... – ele disse.
- Uma pessoa que você conhece? Quem? – ela perguntou curiosa.
- Eu... – disse Sage, descendo a escada. – Mas não comece achar que gosto de você por causa disso, porque não é verdade...

No quarto de Megan, ela arrumava alguns livros enquanto John se jogava em sua cama.
- Meu Deus, você sabe que eu adoro esse colchão, não é? – ele perguntou, sorrindo.
- Eu sei, não posso lhe trazer aqui que você deita nele, mesmo quando eu não estou com você... – ela disse maliciosa.
- Se isso foi uma reclamação, nós podemos resolver agora mesmo...
- Nem vem, eu tenho 3 horas para estar pronta para a festa e tem 50 pessoas que vem para nos arrumar... Eu não entendo, nem tenho tantas partes no corpo assim para serem enfeitadas... – ela disse.
- Qualquer mulher ficaria radiante por ter 50 pessoas para enfeitá-la – ele disse, ajoelhando na cama e enlaçando sua cintura.
- Bem, elas são loucas então... Lembra sobre bloqueio? – ela mudou de assunto rápido, como sempre e ele concordou com a cabeça. – Acabou ontem à noite. Eu comecei a pesquisar sobre Cassandra, e achei coisas incríveis, até escrevi minhas primeiras impressões sobre ela... – ela disse animada.
- Que bom... E eu lamento mudar de assunto, mas isso se faz necessário – ele ficou um pouco sério. – Você convidou seu pai para a festa? – ele perguntou com cuidado, sabendo que era um tópico difícil de ser lidado.
- Não – ela disse fria, recebendo um olhar feio do namorado. – Eu não preciso que ele beba até cair e derrube Laurel com seu bafo de uísque barato...
- Megan, você não pode...
- Posso sim, John. Eu passei minha adolescência inteira cuidando dele. Eu avisei que ela não prestava, mas ele fez tudo do mesmo jeito e quando tentei ajudar, ele me mandou sumir da frente dele. Lilly fez a mesma coisa, não posso mais ajudar – ela disse, e ele sabia que não era realmente o que ela sentia. Mas fazer o quê?
- Tudo bem, não falaremos mais sobre isso... – ele disse culpado por ter tocado no assunto.
- Desculpe se fui grossa – ela se acalmou um pouco e o abraçou. – E, pensando bem, eu até tenho um tempinho... – ela disse, o beijando.
- Você não vai me parar com sexo... – ele disse, sorrindo.
- Mas posso tentar... – ela aprofundou o beijo e os dois deitaram na cama. Logo teriam que fechar aquela porta...

Megan estava sentada ao lado de Rose e Sage enquanto uma delas fazia a unha e a outra fazia o cabelo.
- Então, qual foi o principal motivo da Guerra da Independência mesmo? – perguntou Megan, e quando Rose abriu a boca para responder, Sage saiu na frente.
- Ah, pelo amor de Deus, Megan, eles queriam a independência, precisa de mais algum motivo... – o telefone dela tocou e ela atendeu ainda ouvindo a menina resmungar “Eu não acredito que ela perguntou isso...”
- Alô – ela disse, reconhecendo a voz como a de um dos vizinhos de seu pai.
- Megan, certo? Eu precisava falar com alguém sobre seu pai... Não que seja da minha conta, mas ele bebeu um pouco demais do Joe’s ontem e já são 16h e ninguém se mexeu na casa dele e eu... Estou meio preocupado... – o homem falou sem graça, não sabia por que estava fazendo aquilo, mas precisava fazer alguma coisa.
- Ok, eu estou indo para aí... – Megan disse, correndo para seu quarto. Quando passou pelo espelho, percebeu que seu cabelo estava feito, assim como sua unha e tudo o que precisava. A festa começaria e ela precisava ir para o outro lado da cidade porque seu pai bebera demais de novo. Ela pensou duas vezes e decidiu o que faria. Pegou sua bolsa.

Megan entrou na casa de seu pai, onde a porta estava aberta. Chegou à sala e encontrou duas garrafas de vinho jogadas na mesinha do centro e sua irmã mais nova, Lilly, jogada em um dos sofás.
- Lilly... – Megan chamava, sem resposta. – Lilly... – na segunda vez a irmã acordou, meio confusa.
- O que... – ela acordou e Megan pode sentir o cheiro ruim que saia de dentro de sua boca. – O que você...
- Onde está o papai? – Megan perguntou, não sabia se estava mais preocupada ou furiosa.
- Eu acho que no quarto dele... – Megan viu no quarto e se acalmou, virando-se para sua irmã.
- Então é assim que você quer ajudar o papai, bebendo junto com ele? Nossa mãe voltou depois de 30 anos, rouba Will e o deixa de novo, ele volta a beber e você diz que o ajudaria, para eu me afastar e quando eu venho o visitar, você está tão bêbada quanto ele... – Megan não conseguia acreditar naquilo. Onde havia conseguido aquela família?
- Você não... – ela disse, tentando levantar. – Você não tem o direito de vir com toda essa moral como se a culpa fosse toda minha...
- Você disse para eu não me meter, Lilly, você disse para eu me afastar e agora tudo está pior do que antes... Eu não sei por que eu te ouvi... – Megan começou a sair quando percebeu que Lilly levantara.
- Você não estava aqui quando ele jogou a primeira garrafa em cima de mim, você não estava aqui quando ele me chamou de vadia porque tirei o copo da frente dele e nem estava quando ele cuspiu na minha cara. Você não faz idéia...
- É isso que você não entende, Lilly, eu faço idéia. Porque na primeira vez, era eu que recebia isso. Você não vê que tudo o que está acontecendo já aconteceu antes. Você não vê que ele está fazendo de novo e que você está se afundando junto com ele?
- E o que você quer que eu faça? Deixe-o beber até cair? Deixe-o sozinho como você fez?
- Eu quero que você viva sua vida e pense em você um pouco, porque ele não vai pensar. Eu sei que é difícil, mas é a realidade... Há quanto tempo você não aparece para trabalhar? Há quanto tempo não...
- Sai daqui! – Lilly gritou, deixando Megan chocada. – Você queria tanto se afastar dessa família e agora conseguiu. Deixe-me lidar com isso e não aparece mais aqui...
Todo o ressentimento gerado por anos dentro dela e que havia melhorado com o tempo estava retornando com força total. Como ela podia falar assim com Megan, que cuidou dela e fez tudo o que podia para manter aquela família de pé? Tudo por causa daquela desgraçada que só entrou na vida deles para atrapalhar. Ela fechou os olhos com raiva, deu as costas e saiu. Tinha uma festa para ir...

Quando Megan conseguiu chegar à casa de Laurel, a festa já havia começado. Vários convidados já estavam no lugar enquanto ela corria para a cozinha, tentando se esconder de todos que a procuravam.
- Eu não acho que ficar atrás da pia vai te ajudar... – Marco disse, enquanto a tirava de lá. – Você já está toda descabelada, desarrumada, se Laurel te vir assim...
- Eu sei, eu tenho que correr e desfazer esse penteado que levou 2 horas para ficar pronto, eu não sei... – ela parecia confusa e Marco viu que algo acontecera, mas não era hora para descobrir.
- Eu sei o que fazer, vai para seu quarto e tome um banho, a ajuda vai chegar.
Dez minutos depois ela saia do banheiro enrolada em um roupão enquanto Rose e Sage começavam a arrumar seu cabelo e separar jóias e maquiagem para ela.
- Só vamos deixar claro que isso não significa que eu goste de você... – Sage dizia, entre os dentes, enquanto Megan sorria. Se sua família era uma confusão, pelo menos ganhara outra família naquela casa.

A festa estava ótima quando Laurel chamou a atenção de todos.
- Boa noite – disse ela, sempre graciosa. – Eu queria agradecer a todos por terem vindo aqui hoje, no lançamento da minha biografia. Queria agradecer a todos os que de alguma forma participaram dela, sendo amigos, minhas netas e meus empregados, todos vocês fazem parte das conquistas e vitórias que tive na minha vida.
“Mas quem realmente merece destaque hoje não sou eu, e sim a idealizadora disso tudo. A garota que se formou com glória em Yale e me deu o prazer de trabalhar aqui em casa com as minhas netas, deixando de ser apenas uma tutora, mas se tornando uma amiga e um exemplo a elas e a mim. Quero apresentar para vocês a autora do livro “Um Império Feminino”, Megan Smith!”
Quando ela terminou de dizer, uma salva de palmas começou enquanto Megan, deslumbrante, se juntava a eles com Rose e Sage ao seu lado. Todos aquelas pessoas agora conheceriam a ela e a seu trabalho e ela se sentia ótima com isso...

Continua...

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Esse é para Gi. Pressionar ela pela continuação de Caçada em LA. Culpa dela eu estar viciado em Buffy e Angel...


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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Capítulo 1 - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Seg Mai 25, 2009 11:55 am 
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Mestre das Fics
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Bom Lenon...
Eu não gostei da série... mas sua fic está perfeita...eu amei a história..obrigada pelo preview!! pude me situar e não cometer gafes...hahahhaha

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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Capítulo 1 - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Ter Mai 26, 2009 5:43 pm 
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Oi Lenon,

Gostei do primeiro capítulo :mrgreen: , seu estilo narrando pequenas situações consegue situar muito bem cada personagem, com seus humores peculiares. É como estar assistindo um episódio. ;)

Bjs.


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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Capítulo 1 - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Ter Mai 26, 2009 11:29 pm 
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Leitor Obcessivo
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Dani, você continua má com a tadinha da Megan, eu gosto tanto dela...
Chris, obrigado pelo elogio, fico feliz de que esteja gostando...
Quanto ao cap novo, no fim de semana deve estar postado....

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Esse é para Gi. Pressionar ela pela continuação de Caçada em LA. Culpa dela eu estar viciado em Buffy e Angel...


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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Capítulo 1 - 21/05/09
 Mensagem Enviado: Dom Mai 31, 2009 4:13 pm 
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Leitor Obcessivo
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Capítulo 2 – Tudo sobre Dias Longos...

Megan acordou no dia seguinte a festa extasiada... Ela se sentia feliz e realizada consigo mesma. Levantou e, ainda de pijama, foi até a cozinha. O fato de ser domingo de manhã faz com que todo o clima estivesse relaxado e calmo, pelo menos até as gêmeas descerem para tomar café.
- Meu Deus! – gritou Sage, quando chegou e viu Megan descabelada e de pijama sentada e apoiada na bancada. – Você quer nos matar do coração?
- Sage, para de bobeira. Minha mão está doendo de tanto cumprimentar os outros e acho que só dormi tarde daquele jeito quando estava na faculdade... – ela disse. Mesmo cansada, estava feliz. – Mas o que as fazem acordar assim tão cedo?
- Zack chega hoje do acampamento e decidi ir buscar ele... – disse Rose, animada.
- Não sei, não acha que ele vai estar morto de cansaço? – perguntou a mais velha, desanimando a menina.
- É claro que vai, acontecem vários exercícios físicos em um acampamento para loucos que gostam de astronomia... – disse Rose, com ironia.
- Se ela usasse essa imaginação para coisas produtivas... – disse Megan a Marco, que passava por ela.
- Essa casa não seria tão divertida... – ele disse, sorrindo.

As duas chegaram à porta da escola, onde Zack desembarcaria do ônibus e Rose esperava animada enquanto não chegavam cercados por pais aflitos pela demora.
- Sério, Rose, achei que depois desse tempo todo você perceberia como Zack é chato... – disse Sage, entediada.
- Sage, você implica com todos os caras que eu namoro... Pra falar a verdade, você implica com todo mundo e isso piorou desde que terminou com Luis...
- Rose, isso foi a 6 meses, eu nem lembrava mais dele... – mentia ela, sem enganar ninguém.
- Qual é, eu te conheço desde o que, sempre, e sei muito bem quando você está mentindo e você sente saudades dele sim... – disse a menina, provocando a irmã.
- Eu admito que sinto falta sim, mas não acho que seja dele, especificamente. Sinto mais falta de ter alguém do meu lado para conversar, do meu coração bater tão rápido que parece que vai sair do meu peito, sabe? Eu sinto mais saudades de estar apaixonada do que dele... – ela diz, olhando para baixo.
- Não liga, você vai se apaixonar de novo... É só você ser mais aberta a novas pessoas, você não parece ser muito acessível... – diz a menina, se arrependendo depois.
- O que você quis dizer com isso? – perguntou Sage, neurótica.
- Nada, apenas...
- Fala logo!
- Você não é muito receptiva a novas pessoas. Eu digo, Megan está em nossa casa há um ano e você ainda insiste em perturbar ela toda manhã...
- É porque é divertido zoar ela, e às vezes ela pede. Como ela aparece na cozinha daquele jeito?
- Sage! Não é disso que estou falando, apenas acho que você devia ser mais maleável. Eu posso marcar com alguns amigos de Zack...
- Os nerds colegas do rei dos nerds? Obrigado, eu não quero – ela disse, com cara de quem comeu e não gostou.
- Tudo bem, só perguntei... – disse ela, se animando ao ver o ônibus chegando. Logo todos começaram a sair dos ônibus e nenhum sinal de Zack. Quando ela começou a ficar preocupada, ele apareceu ao seu lado.
- O que você está fazendo aqui? – ele perguntou, meio sem graça.
- Vim te ver, estava com saudades... – disse Rose, sorrindo, sem perceber a cara que ele fizera.
- Que foi nerd? – perguntou Sage, que percebeu.
- Nada... – ele disse meio assustado, sempre tivera medo de Sage, que agora estava desconfiada demais com o porquê da cara estranha que o garoto fazia.

Logo Megan estava pronta e arrumada. Não tinha que sair, mas ficou com vergonha depois do comentário de Sage. Sentada em uma das cadeiras de descanso perto da piscina, começou a escrever seu novo projeto quando Marco sentou-se ao seu lado.
- Você estava linda na festa ontem – ele disse, sorrindo. – Espero que me dê uma porcentagem de lucros nas vendas, já que te apoiei durante esse ano todo...
- Você disse que Laurel iria me matar quando soubesse. Foi o que me deixou com mais medo... – ela disse, rindo.
- É porque, normalmente, ela mataria alguém que fizesse isso, mas ela é estranhamente mole com você. De repente é essa cara de fuinha perdida que a deixa sem ação... – ele disse, recebendo uma leve tapa da amiga.
- Você e Sage têm o dom de aumentar minha auto-estima... – ela ria. - Eu sei, ela até fez você se arrumar...
- Eu não consigo deixar para lá os comentários maldosos dela, simplesmente não dá...
- Eu sei como é. Sabe quem está com vários comentários maldosos? Claire – ele disse, parecendo chateado.
- Ainda?
- Pois é, ela não sai da minha casa. O tempo todo me perturbando, reclamando que eu nunca estou em casa e coisas do tipo. Ela não é minha esposa para me cobrar algo assim e Keith sabe como é meu trabalho. Como ele foi arranjar uma irmã tão chata assim, hein?
- Acho que você devia resolver isso. Passe o dia em casa hoje e coloque tudo em pratos limpos. Keith tem que saber que você não agüenta mais ela... – Megan dava força, mas sabia onde parar. – Claro que com um certo tato, senão no final das contas você estará ferrado.
- Falando em irmãs problemáticas, você não me contou o que houve ontem...
- Nem queira saber...

Sage chega em casa preocupada com a irmã e encontra Marco saindo com o carro enquanto Megan o acompanhava pela porta.
- Agora você espiona os outros? – ela perguntou.
- Não, mas eu tinha que ter certeza que ele ia, senão ele me enganava e voltava para dentro sem resolver seus problemas e... Porque você está com essa cara? Onde está Zack e Rose? – pergunta Megan, que já sabia quando algo incomodava a menina, que era quase tudo.
- Sabe quando você sente algo estranho apenas de olhar para a pessoa, Rose pode não ter percebido, mas tem alguma coisa errada com o nerd dela...
- Sage, você não pode desconfiar de todos. Zack parece ser um ótimo menino e você sabe que ele morre de medo de você...
- Eu sei isso é estranho, não é? – ela pergunta.
- Na verdade, não. Acredito que perto de você, a exterminadora de Summer Glau é uma doçura, mas o que importa é você não se preocupar tanto com ele e mais com você... Sabe o que você devia fazer? Ir à praia, conhecer gente nova. Você está precisando...
- Você está dizendo que eu não tenho amigos, ou que eu estou carente? – perguntou ela, na defensiva.
- Na verdade queria apenas uma desculpa para ir à praia e achei que ir com você seria legal, mas pode voltar ao seu quarto e assistir as reprises chatas da CW... – Megan disse, virando as costas, esperançosa que a menina iria morder a isca.
- Eu me envergonho em dizer, mas fiquei tentada a aceitar, mas no final das contas você não vai querer realmente... – disse Sage, olhando alguém que chegava pela porta.
- Porque você diz isso? – perguntou Megan, curiosa.
- Eu acho que eu sei por quê... – disse Charlie, atrás da menina. De onde estava, Megan começou a correr e o deu um abraço apertado.
- Que saudades! – ela dizia, enquanto os dois riam.
- Ok, parece que as reprises da CW vai ser a melhor opção...
- Não, não. Vamos a praia, eu estou morrendo de saudades... – ele disse, mais pedindo do que qualquer coisa.
- Você não estava estudando Biologia Marinha? – perguntou Sage.
- Como você sabe? – ele estava confuso.
- Eu sei mais do que você imagina... – ela disse enigmática e subiu. – Eu volto em 10 minutos...
- Ela continua estranha, não é?
- Mais do que nunca...

No jipe de Charlie, ele, Megan e Sage iam em direção a praia, com os dois primeiros conversando e Sage fazendo cara de entediada.
- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou confusa. – Nenhuma faculdade dura 6 meses...
- Eu sei, mas fiquei com tanta saudade de Palm Beach que decidi pedir transferência e vir estudar em uma faculdade mais perto. Não consegui ficar longe desse mar enorme... – ele dizia, olhando para a praia que já havia chego.
- Vocês vão ficar com esse papinho “que saudades da minha terra” por muito tempo? – perguntou Sage.
- O que ela está fazendo aqui mesmo?
- Sage, deixa de ser chata. Essas atitudes são o que impedem que as pessoas se aproximem de você. Eu sei que no fundo você é uma ótima pessoa, mas precisa se abrir para novos horizontes e... – começou Megan, inspirada, mas foi interrompida.
- Ok, chega, eu vou ligar para Rose... – Sage disse, se afastando, deixando os dois rindo.

John estava em casa, pensando em Megan. Viu a enorme pilha de relatórios que devia ler; várias procurações e preparações de audiências e perdia a coragem só de pensar que ficaria o domingo inteiro nisso. Não era justo ter uma linda namorada e não poder passar o dia com ela por causa de trabalho. Logo decidiu o que fazer, deixou o trabalho para o dia seguinte e foi atrás dela.

Rose estava em uma lanchonete com Zack e o pessoal que estava no acampamento e ela também começou a perceber o comportamento estranho do namorado. Toda vez que ela tentava beijá-lo ele se afastava, quando pegava em sua mão ele procurava uma desculpa para tirá-la, tudo acontecia e sua insegurança de alguns meses atrás voltava com tudo. Talvez ela estivesse sentindo agora o que ele sentiu por tanto tempo, deslocada. E isso não era legal.
- Zack, porque nós... – ela começou, mas seu telefone tocou.
- Sage? – ela atendeu confusa.
- Oi, a maluquinha me convenceu a vir à praia com ela e o surfista e eu estou louca com os papos idiotas dele. Não tem ninguém aqui que pareça digno de uma conversa e eu estou louca por companhia, porque você não vem para cá? – ela perguntou, parecendo meio desesperada.
- Sage, se é tão ruim assim, por que você não vai embora? – disse Rose, rindo da irmã.
- Porque todos dizem que eu não sou sociável ou aberta a novas pessoas, então eu preciso provar que é mentira...
- E me ligar desesperada por não saber o que fazer realmente prova o contrário... – ela disse, fazendo Sage concordar com a cabeça, a contragosto, agradecendo pela irmã não poder ver. – Se enturma, participa das conversas deles dois, conhece gente nova na praia. Tem todo o tipo de gente aí, não é possível que você não goste de ninguém...
- Mas é...
- Sage, você lembra como você começou a falar com Luis? Brigando com ele... Você o achava arrogante e prepotente, o dono do mundo quando era um cozinheiro, não é? Você tem a tendência de achar que todos querem disputar com você, todos querem parecer maiores e não é verdade, quem quer parecer maior que eles é você. Então, se você mudasse um pouquinho sua atitude...
- Eu disse para você parar de ver In Treatment...
- Paul é um gênio, eu não consigo... Tchau! – ela disse, desligando.
- Tchau – disse Sage, desanimada, olhando a sua volta. Aquele dia prometia.

Charlie viu que Sage se afastou e se virou para Megan, como se fosse contar um segredo, e a moça teve vontade de rir antes de ouvir o que ele tinha a dizer.
- Nós precisamos conversar sobre o que foi dito antes de eu ir embora... – no momento que ele terminou de falar o telefone dela tocou e, feliz, foi atender.
- Você não sabe como estou feliz por você ter me ligado nesse exato momento... – ela disse, sem nem ao menos saber quem é. – Quem está falando?
- È o Will... – disse ele, rindo. – E se fosse uma dessas mulheres que ligam para vender coisas?
- No celular? – ela disse, rindo. - Mas tudo bem, o que você quer?
- Saber se já posso ir aí... - ele disse e como um flash, ela se lembrou.
- Ah, meu Deus, eu sinto muito, esqueci... – ela disse, coçando a cabeça. Quando ele soubesse o motivo ficaria mais chateado ainda.
- Tudo bem... – ele disse, tentando esconder a frustração. – São apenas todas as fotos da próxima edição da revista...
- Não faz charme comigo, Charlie está de volta à cidade e eu precisava sair com ele.
- Charlie? – ele disse, em espanto. – Ele não tinha mudado de estado? – ainda tinha mais socos guardados para ele, mas se divertiria vendo John passar pela mesma coisa que ele passou.
- Sim, por quê? – ela sabia o porquê da reação dele, mas tinha que deixar claro que não tinha nada a ver. Eles não estavam juntos há muito tempo para ele ficar desse jeito.
- Nada.
- Por que você não vem à praia também? Sage está aqui, provavelmente até o fim do dia vamos estar dentro do filme “O Tubarão” com Sage matando a todos, mas mesmo assim vai ser divertido... – ela ria.
- Parece promissor, mas eu passo... – ele disse. – Preciso ver algumas coisas em casa. Vou aproveitar para pegar uns bolinhos com Marco...
- Olha eu posso te adiantar em dizer que ele não está na mansão, mas sempre deixa uns bolinhos escondidos na gaveta da geladeira para mim. Eu peço ajuda para emagrecer, mas ele não deixa.
- Eu imagino que a culpa seja dele. Até mais...
- Até – ela desliga e vê Sage sentada ao lado de Charlie, talvez trazê-la tenha sido uma idéia melhor do que ela imaginava...

Marco chegou em casa animado. Tinha ouvido algo sobre Claire ir fazer o cabelo de manhã e teria tempo para conversar com Keith sobre a situação, mas se surpreendeu quando viu os dois sentados vendo TV no sofá.
- Chegou cedo... – ela comentou ácida. – As meninas não devem querer mais comida para ser modelos essa semana... – ela disse, fazendo Keith rir. Marco não acompanhou.
- Bom dia, Claire. Reparei que chegou rápido da cabeleireira. Ela teve alguma emergência? – ele perguntou.
- Como assim? – ela não entendeu a pergunta.
- Não é nada, apenas... – ele olhou para o cabelo dela e tinha certeza que algo estava errado com aquilo. Não é possível que fosse o penteado que ela queria. – Não é nada, deixa pra lá. O que vocês estão assistindo? – ele perguntou, sentando-se ao lado de Keith.
- A versão nova da “Fantástica Fábrica de Chocolate”, queremos saber qual das duas é a melhor... – ela disse, animada.
“Nenhuma delas”, pensou Marco, sentindo-se empurrado para o canto. No sofá não cabem três pessoas e ele teve que sair e se sentar sozinho. Isso tinha que parar. Esse seria um longo dia...

Rose se juntou novamente com o pessoal e se cansou daquilo tudo. Queria ir para casa.
- Zack, o que você acha de irmos... – ela perguntou, fazendo carinho em sua cabeça. – Você deve estar cansado...
- Na verdade, o pessoal estava falando de irmos a outro lugar, o que você acha? – ele disse, ainda sem graça. Aquilo a incomodava demais, precisava saber o que estava acontecendo e conhecia a pessoa ideal para lhe ajudar.
- Que tal irmos à praia?

Na mansão, William tocava a campainha quando viu o carro de John chegando. Isso seria divertido.
- Oi, Will – ele disse como sempre simpático, uma das coisas que detestava nele. Como ele tinha tanta certeza que não poderia acontecer nada entre ele e Megan novamente? Afinal, ele achava que era um rapaz bonito.
- Oi, John! Procurando a Megan? – ele disse.
- Sim, você marcou alguma coisa com ela?
- Marquei, mas ela esqueceu. Um amigo antigo dela voltou à cidade e ela decidiu me abandonar. Ela marcou com você também? – ele não conseguia esconder seu sorriso, mas mesmo assim o outro parecia não perceber.
- Na verdade não, vim fazer uma surpresa. Acho que ainda vou fazer, vai ser bom conhecer esse amigo dela. Vou lig... – ele começou, pegando o telefone.
- Não precisa, eu sei onde eles estão. Na verdade, eu estava indo para lá – ele mentiu. – Por que não me dá uma carona?
- Ok, - disse John, sorrindo, entrando em seu carro.
- Então vamos à praia.

Tudo aconteceu muito rápido, mas rápido do que Megan esperava. Em um minuto estava apenas ela, Charlie e Sage, rindo das pessoas que passava, dos comentários maldosos da menina, das histórias que Charlie contava da universidade. Estava realmente divertido quando um amontoado de gente começou a se aproximar e sentar ao lado deles, tocos encabeçados por Rose.
- Oi, gente... – ela disse, enquanto várias pessoas sentavam ao lado deles, todas falando alto e rindo.
- Rose, o que está havendo? – perguntou Sage, nervosa. - Você trouxe todos os freaks para cá?
- Eu preciso da sua ajuda, vamos ao banheiro que eu te explico... – ela disse, puxando a irmã para que ninguém ouvisse.
- Eu não sabia que havia banheiro na praia...

Megan e Charlie levantaram e, rindo, se afastaram das pessoas que chegaram.
- Ok, eu não era o atleta da escola na minha época, mas aquele pessoal é muito esquisito... – ele dizia rindo.
- São os amigos de Zack, eles estavam em um acampamento de astrologia.
- Está explicado... – ele ainda ria.
- Não faz assim, são bons garotos... – ela disse, olhando para alguns deles desenhando equações na areia. – Apenas um pouco estranhos...
- Um pouco... – Charlie ria que não se aguentava. – Então, por que a gente não conversa sobre...
- Oi – disse John, chegando e a beijando de surpresa, deixando-a até meio tonta com a recepção. Nem reparou os olhares trocados por Charlie e Will, que não eram nada amigáveis.
- Uau, você está inspirado hoje... – ela disse quando se soltou dele, tentando recuperar o fôlego. – O que você... – ela reparou em Will, - vocês estão fazendo aqui?
- William me disse que um velho amigo seu voltou à cidade e achei que devia conhecê-lo. Afinal, se é seu amigo, deve ser uma pessoa legal... – ele disse, sorrindo para Charlie.
- Oi – disse o rapaz, apertando a mão de John. – Meu nome é Charlie, você é o namorado dela, certo? – ele perguntou.
- Sim...
- Então nós vamos ter que ter uma conversinha... – ele disse, provocando, sem que John percebesse a cara que Megan e Will fizeram. “Esse vai ser um longo dia...” – ela pensou.

- Eu não vou entrar aí... – disse Sage a ver o banheiro que a irmã tinha falado, um lugar que misturava areia, água e um vaso sanitário que lhe fazia querer vomitar apenas de ver.
- Eu não quero que você entre aí, eu só quero que descubra o que tem de errado em Zack... – ela disse.
- Você também reparou?
- É claro, eu não sou idiota como vocês pensam...
- Eu não disse que você era idiota, apenas me surpreendi com você ter percebido tão rápido.
- Você me chamou de idiota, mas isso não importa. Você sabe o que é?
- Não, mas deve ser algo com o acampamento. Olhando para ele dá pra ver que ele não te traiu, mas...
- Por que ele não poderia me trair? – ela perguntou, surpreendendo a irmã.
- Por quê? Olha para ele... – ela apontou para ele, que era um dos que desenhava equações na areia. – Quem iria ficar com ele?
- Eu fico com ele, Sage, e estou cansada de você falar assim... Como você acha que eu me sinto quando você o menospreza desse jeito? Como você acha que ele se sente? Eu acho que não devia ter trazido eles para cá... – disse ela, virando as costas.
- Não seja dramática, eu sinto muito. Eu vou te ajudar a descobrir quem fez isso...
- Sem mais comentários sobre Zack?
- Ok, - “tenho que fingir que gosto deles...”, ela pensou, olhando para uma menina de maiô que levantava toda animada para ir para a água. “Vai ser um longo dia...”

Já era hora do almoço e quando Marco levantou-se para preparar, Keith lançou-lhe um sorriso torto, o que não poderia significar coisa boa.
- Claire disse que faria o almoço... – ele disse, na frente da mulher, que foi toda animada em direção a cozinha.
- Keith, quando a viajem dela vai acabar mesmo? – perguntou Marco, fingindo não se importar. Mas Keith o conhecia mais do que isso.
- Qual é? Ela é minha irmã, eu não posso mandá-la embora assim... – ele disse.
- Você não estaria mandando-a embora, ela está aqui há quatro meses... Estaria mandando ela parar de atormentar a minha vida... – ele disse, se sentando ao lado do marido, envergonhado pelo o que disse.
- Como assim?
- Ah, pelo amor de Deus, só você não percebe que eu estou no meio do filme da Jennifer Lopes que ninguém quer estar? Sua irmã é pior que a sogra louca dela, sempre com um comentário afiado, sempre dizendo que o que faço não é o melhor para você... – ele disse e Keith não pode segurar um sorriso.
- Não conhecia esse seu lado inseguro... – ele disse.
- Pois vai conhecer meu lado assassino se continuar com essa risadinha, seu sem graça! – ele disse, jogando uma almofada no marido.
- Por que você não disse isso antes?
- Ela é sua irmã, não queria ficar no meio de sua família. Até porque eu sou afastado da minha e sei como faz falta. Mas simplesmente não agüento mais os comentários dessa mulher... Me desculpe.
- Tudo bem, eu vou conversar com ela... – Keith disse, se levantando e indo até a cozinha.

- Então, John, Megan disse que você é advogado? – perguntou Charlie, fazendo um esforço para se lembrar da profissão do homem, Megan falou tanto da dúvida que tinha que quase não falou dele realmente.
- Sim, eu estou em uma firma nova, estamos começando, mas parece promissor. Temos o ideal de apenas defender casos em que aceitemos o que propomos, sem essas coisas de empresas corruptas e tal, e percebemos que é melhor ainda... Algumas pessoas disseram que não conseguiríamos nada, mas as pessoas começam a comentar e logo temos vários casos que lutamos com unhas e dentes por realmente acreditar naquilo. É uma coisa incrível... – ele disse e seus olhos brilhavam.
- John é muito orgulhoso quanto ao trabalho dele... – disse Megan, que se orgulhava bastante também.
- E, Charlie, o que lhe trouxe de volta a cidade? – perguntou Will, com um olhar fumegante.
- Senti saudade das coisas que deixei para trás... – ele disse, com ar de desafio. Tinha alguma coisa naquele cara que tirava Charlie do sério. Ele nem estava mais com Megan e ficava naquele joguinho de disse e não disse infantil.
- Mas você não deixou tanta coisa, certo? Trabalhava em uma lanchonete e tinha Megan como amiga, mas do que você sentia falta... – disse ele.
- Ok, agora chega. Eu acho melhor você ir para casa, Will, nós vamos conversar sobre isso... – ela disse, com um claro tom de ameaça. – John, você também, eu tenho umas coisas para resolver com Charlie.
- Tudo bem... – John saiu, meio a contragosto, seguido por Charlie.
Apesar da vontade imensa de fugir, Megan não podia. Ela teria aquela conversa, querendo ou não.

Sage sentou-se ao lado de uma garota na areia e foi direto ao ponto.
- Ok, eu pensei e pensei e pensei e não entendi porque o nerd estava tão estranho. Mas com o mínimo de observação eu pude perceber o por que. Você está de olho nele. Ele parece se incomodar quando você olha para ele, então de duas uma. Ou você falou que gosta dele, o que é um desperdício porque você é uma garota bonita e podia arrumar coisa melhor, ou alguém disse para ele e você não tem idéia... E então, qual dos dois.
A menina se levantou no mesmo instante e começou a andar em direção a Zack. Quando Sage percebeu, já era tarde demais.
- Zack, esclarece as coisas com ela, porque a louca da irmã dela veio me abordar e eu não preciso disso agora... – ela disse indo embora, sendo seguida por outro rapaz que estava com ela e deixando todos olhando para Zack e as gêmeas.
- O que você falou com ela? – Zack perguntou, ainda com medo.
- O que você tem que esclarecer? – perguntou Rose, curiosa.
- Eu não acho que...
- Fala logo, esquisito! – disse Sage, sempre sutil.
- Lembra aquele cara que estava do lado dela? – Rose assentiu. – Bem, ele estava no meu quarto e disse que gostava de mim. Eu fiquei meio sem graça e expliquei que não era gay, mas ele relutou em aceitar... – Zack estava tão sem graça e tão vermelho que Rose preferiu ter deixado para lá. – Eu achei de mal gosto ficar a abraçando na frente dele...
- Ei, o show acabou... – Sage disse, saindo de lá e levando os dois.
Viu que Charlie e Megan não estavam aonde deveriam estar e pegaram um táxi para casa.

- O que foi aquilo? – perguntou Megan, nervosa.
- Ele que começou...
- Ah, fala sério, vocês são o que? Duas crianças brigando por causa de um brinquedo? Jonh, que é o meu namorado, não estava nem aí com a presença de vocês dois porque confia em mim. Will não confiava e foi por isso que terminamos, e você sempre foi meu amigo, esteve comigo quando eu passei pelos momentos mais difíceis de minha vida e me tratam como se eu não soubesse pensar ou se fosse propriedade de vocês dois...
- Não é assim, Megan...
- Charlie, eu sei que você gosta de mim...
- Megan! – ele disse mais alto, fazendo ela parar. – Esse é o único jeito de você parar... Eu não gosto de você. Pelo menos não desse jeito. Tudo o que aconteceu naquela festa me mostrou que eu sinto um carinho enorme por você, mas não desse jeito. De repente eu passei minha vidA toda achando isso porque era mais fácil. Você está sempre comigo, é a pessoa mais confiável e leal que eu conheço e seria uma namorada perfeita, mas eu percebo que você já é uma amiga perfeita, mesmo quando fala sem parar sem nem ao menos perceber que outras pessoas querem a mesma chance...
- Desculpe... – ela disse, envergonhada, o abraçando.
- Tudo bem, uma das coisas que mais senti falta é de você falando asneiras...

Megan chegou em casa e encontrou Will sentado no sofá da mansão.
- Me desculpe... – ele disse, sincero.
- Você tem que pedir desculpas mesmo, mocinho... O que deu em você? Você estava levando tudo numa boa com John, mas foi só Charlie voltar que você surtou... Eu não consigo entender.
- Primeiro, eu não estou tão bem assim com John. Eu digo, ele é um cara legal e tudo, mas você não pode querer que eu goste de seus namorados, ainda foi muito recente. E quanto a Charlie, apenas... Eu sinto como se ele tivesse me desrespeitado, sabe, eu digo, ele se declarou para você, te beijou enquanto estávamos juntos e...
- Will, quem estava com você era eu. Por sua lógica, quem lhe desrespeitou fui eu, não ele. E se você se sente assim, eu sinto muito, mas eu não me arrependo do que aconteceu. Hoje eu senti que meu amigo estava de volta, sem aquela preocupação de que ele gosta ou não de mim, se eu estou fazendo algo que o deixe ainda mais confuso. E é isso que eu quero com você. Você é um ótimo amigo, e eu não quero me afastar de você porque as coisas não deram certo. Mas eu preciso saber que não estou pisando em ovos toda vez que estiver conversando com você.
- Tudo bem...
- Sério?
- Sério...

Na casa de Marco, ele já estava deitado quando Keith chegou.
- Eu conversei com ela, que se fez de desentendida, mas depois admitiu. Mas você tem que entender que é difícil para ela... Nossos pais morreram e só temos um ao outro, então nosso padrão para parceiros dos irmãos é bem alto...
- Você está dizendo que eu não alcanço o padrão dela?
- Não, estou dizendo que ninguém se encaixa no padrão dela para mim e vice versa. Mas eu disse que fiz minha escolha e que ela tem que aceitar...
- E? – ele perguntou, na expectativa.
- Ela disse que vai te pedir desculpa e conseguir um apartamento na cidade...
- Ela não precisa ir embora...
- Precisa sim, essa é nossa casa e ela precisa ter uma casa dela. Por nós e por ela...

No quarto de Sage, ela mexia no notebook quando a irmã chegou.
- Obrigada... – ela disse, sentando-se na cama da irmã.
- Eu fiz tudo errado, entendi tudo errado e Zack deve estar uma fera contigo.
- Bem, ele realmente está, mas não é algo que eu realmente possa fazer muita coisa, ele devia ter me explicado desde o começo. Apesar de que chamar você para espionar foi meio louco. Parece que a velha Rose estava de volta.
- Eu gostava da velha Rose...
- Eu gosto mais de um equilíbrio entre a velha e a nova. Quem sabe começando por voltar a esse quarto.
- Sério? – a outra se levantou, animada.
- Sim, eu sinto saudades de estar com você...

Continua...

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 Título: Re: New Lifes, But Not That New... - Capítulo 2 - 31/05/09
 Mensagem Enviado: Dom Mai 31, 2009 4:55 pm 
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Menino eu ri demais com esse capítulo...
A Megan 'chantageando' a Sage foi tudo.... fiquei incrédula por ela aceitar....
Tive pena do Charlie coitado...aturar a Sage foi osso...
Will buscando uma doce vingança... não conseguiu seu intento...
O lance do nerd foi o melhor...ele todo encabulado com a situação constrangedora... tadinho...

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